sábado, 2 de fevereiro de 2013

MOJÚBÀ, A ILÊ E TIRE *

MOJÚBÀ, A ILÊ  E TIRE *




 (Van Gogh, Quarto em Arles 1888)




Vem sem demora...
vai um dia, qualquer hora...
esquece as badaladas de um tempo que diz
que esse mesmo nao se deve  perder com as delicadezas da alma.

Esquece o tardar das horas...
o que importa se ja raias o dia tão sublime ou tempestuoso para nós,
se minha espera também fez pesar 
os ponteiros do relogio imaginário no desgaste dos suspiros
a te esperar celeremente.

vem e demora
esquece a partida dos dias
dos momentos
das asperezas da idade
da vida
esquece as impossibilidades da realidade mais que concreta.

vem e fica
vem simplesmente sem por quês , nem pra quês,
vem e permanece, sim, como nunca antes
e esquece adeuses cotidianos,
esquece adeuses, 
esquece e fica
lembra e permanece.



MOJÚBÀ, A ILÊ  É TIRE * (Seja Bem Vindo, A casa é sua, em Yorubá)

Jesuana Prado
02/02/2013







terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A ordinária esperança



A ordinária esperança

"No alarms and no surprises, please"



Sempre
 espero
 o 
extraordinário 
e 
o
 que
 recebo
 é
 o
 previsível.

no
 fundo 
a
 minha
 esperança
é 
que 
você 
me 
surpreenda
mas 
no
 seu 
mundo 
de
 cumpridor
 de
  deveres
não
 há 
espaço
para 
surpresas.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Sem Tom para o Adeus




Sem Tom para o Adeus



Tenho uma dor conformada

de espinhos cravados

para a eternidade.

cada afago cancelado

pelo tempo amargurado

da voz sem tom para o adeus.

tenho o corpo censurado

teu formato desenhado

em cada lençol.

meu quarto ja nao é meu,

 é teu.

e hoje com a febre me aqueço

na penumbra adormeço

lágrimas pra dentro

afogam meu coração.



Jesuana Prado
doismileseis


Pintura: Birth of Vênus, de Odilon Redon.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Quasemeioquasequasemeio

 Quasemeioquasequasemeio



Angústia hoje
minha parte
quase toda,
o resto é lágrima presa,
gritante.

Angústia
vinda de ti
e me consome.
me fazes tão bemal
meiotoda
meiovazia
meiomeio.


Angústia me domina
quasequase
quasenunca
quaseinvade
quasetudo
quaserafoi
quasequasenfim.

Angústia rompe
quasemadruga
quasegela
quasemudece
quasequaseninguém.

Angústia
meiofim
meiovida
meiomeioinfinito
meiomeiojá
instante.


Jesuana Prado
Dezessetedejaneirodedoismiletreze


meias palavras tortas.


 meias
 palavras tortas.

Não
 tenho
 tempo
para
 meias
 palavras tortas.

Assim 
Sê
 Inteiro
em
 Versos...
Trovas.

Fica 
assim
em
 plenitude
ou 
abro-te
a serventia 
da 
casa:
A Prosa.


Jesuana Prado
dezessetedejaneirodedoismiletreze

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Doce demora"

*"Doce demora"
... e o vestido branco

permanece sobre a cama... 

esperando ser usado
antes
que
tu
chegues... 


mas tu não chegas nunca.

Só
a
espera
permanece.



 dezesseisdejaneirodedoismiletreze
Foto: arquivo pessoal.
* nome da música de Gui Amabis que eu amo!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"Como a sombra da tarde que cai"


"Como a sombra da tarde que cai"


Meu Corpo

Carcaça de minh'alma...

Carcaça 
de 
mim.

Abrigo finito

   da

 Alma

sem

 fim.



14/01/2013

Pintura de Gustav Klint. Como a sombra da tarde que cai.

sábado, 5 de janeiro de 2013

JanelAbertaSaudade

JanelAbertaSaudade

"manhã me bate uma vontade de te ver, sã e salva nessa cidade..."
" memória... onde moram os pássaros...."

saudade de quando
meu coração
saltitava de felicidade...
sentia-se repleto
pleno de amor...

saudade de quando
você comigo 
sentia-se completo...

saudade de quando
já não conseguia 
pensar em si
sem pensar em mim...

saudade do seu companheirismo...
das nossas conversas
exaustivamente agradáveis... 

saudade...
é o que fica...
quando você se foi.

saudade 
do que fomos...
do que deixamos...
do passado...
do ontem...
do último mês...
do último segundo que ainda éramos nós.


saudade 
do último riso...
do último beijo...
do último cuidado...
afago...

saudade...

saudade incontrolável
quase me faz querer o impossível...
voltar...
no tempo...
nos dias...
segundos...
e mais que tudo...
 você...
nós...


novembro2012




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Nada Pela Metade (ou Declaração dos Direitos Amorosos)

Nada Pela Metade (ou Declaração dos Direitos Amorosos!)

Sempre me oferecestes metade.

Talvez porque para você era todo,
ou porque não querias, 
ou por medo,
acomodação.

Antes eu me contentava com metade.
Agora, não quero metades.
Quero todos,
nada pela metade.
Eu mereço, todo. 
Eu mereço mais.

Agora mais do que nunca, 

quero também quem me ofereça todo, tudo,
sem medo, 
sem restrições, 
sem covardia.

Quero alguém que queira meu tudo, 
meu todo, 
pra que eu também possa 
oferecer tudo, todo.

Alguém que não se importe se eu sou romântica,
ou demonstre meu amor,
e que por conta disso
não se acomode e 
me ame menos, 
e sim me ame cada vez mais. 

Quero alguém que saiba que sou intensa 

e que busco intensidade no que sinto, 
no que sou. 

Quero alguém disposto, 
a ser meu, quero ser sua. 

E que estar comigo, 
não signifique prisão, 
mas liberdade 
pra ter outras opções 
e mesmo assim optar por mim. 

Quero alguém que mesmo que case comigo,
sinta-se livre pra ser feliz, 
e não amarrado 
ou infeliz pela sua condição de amante.

Quero alguém, 

que não cultive metades, 
que plante sementes inteiras, 
plenas, repletas, 
que floresçam TODOS, intensos. 

Quero alguém que 
queira comigo as mesmas coisas, 
não porque eu quero, 
mas porque sonha
com a mesma intensidade que eu.

Quero alguém, 

que se desfaça de seus egoísmos. 
Que não tenha medo de se doar.
e que sinta saudades de mim, 
mesmo estando a meu lado.

Quero alguém que brilhe comigo, 

que seja feliz comigo, 
que se ame 
e me ame.

Quero alguém.

E se isso for pedir demais, 
que EU me baste.

Jesuana Prado
 



sábado, 3 de novembro de 2012

QUIÇÁ...



QUIÇÁ...







Um dia

nada mais 

será lembrado 

com o peso da mágoa...



nada mais vai doer...



serão novas dores...



novos amores quiçá...