Volta e reconhece em mim de novo
a deusa que passou por ti naquele dia.
Deixa de lado tanto medo
Entrega tua alma
E teus segredos
diz que entende a minha intensidade
Que eu não te assusto por viver minha verdade
E nem por te desejar assim sem posses.
Volta, amanhece ao meu lado de novo
E não pensa tanto no sufoco
Que é das mágoas do devir.
Diz que não me quer que eu te deixo
Mas só me diz não se realmente
não quiser dizer sim
Pois viver de engano, coração nenhum merece.
Volta ou não.
Neste momento só tu sabes
O que te dopas e o que te aqueces.
Diz que minha estadia em teu peito
Foi puro impulso que eu te deixo.
Mas se me dizes que me quer e não me quer porque tens medo,
Te digo que não voltes mesmo
Porque tu não reconheces mais a mim como a deusa que atiçou os teus desejos.
Coleciona cicatrizes só para lembrar que passou, ostenta sorrisos para vencer o caos de dentro.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Quando a mariposa pousou no meu dedo
Quando a mariposa pousou no meu dedo
lutei contra meus anjos, deuses, monstros e demônios.
Decretei:
Nenhuma dor será constante.
Porque eu posso ser quem eu sou em qualquer lugar.
Porque eu posso ser quem eu quiser
Em qualquer lugar.
Há sempre luz e sempre haverá.
Quando o cedro chorou em meu rosto
Eu amei ainda mais a mim
e
Agradeci a todas as forças da natureza.
lutei contra meus anjos, deuses, monstros e demônios.
Decretei:
Nenhuma dor será constante.
Porque eu posso ser quem eu sou em qualquer lugar.
Porque eu posso ser quem eu quiser
Em qualquer lugar.
Há sempre luz e sempre haverá.
Quando o cedro chorou em meu rosto
Eu amei ainda mais a mim
e
Agradeci a todas as forças da natureza.
JesuanaSampaio
Abrildedoismiledezoito
Poema da minha primeira experiência na força da rainha e do cipó. Gracias madre Ayahuasca.
Foto maravilhosa da minha amiga @jupontodias
Poema presente no meu próx livro: Dentro é outra revolução
Poema da minha primeira experiência na força da rainha e do cipó. Gracias madre Ayahuasca.
Foto maravilhosa da minha amiga @jupontodias
Poema presente no meu próx livro: Dentro é outra revolução
Entrefolhas
Andávamos na minha rua até o ponto de ônibus.
Mostro a ela o quão linda era aquela árvore,
paramos e ficamos a admirar aquele rompante e
os desenhos entrefolhas céu a dentro.
Ela,
olha ao lado e
me diz
que aquela das flores amarelas era a que queria para seu jardim.
Eu,
de repente,
lembrei o quanto ela foi sol para mim,
o quanto foi luz em meio aos dias densos e apagados.
Ela,
tão forte quanto aquele amarelo solar
veio sorrindo tão tímida e desabrochou exuberante.
Fez jardim.
Fez florir.
Mostro a ela o quão linda era aquela árvore,
paramos e ficamos a admirar aquele rompante e
os desenhos entrefolhas céu a dentro.
Ela,
olha ao lado e
me diz
que aquela das flores amarelas era a que queria para seu jardim.
Eu,
de repente,
lembrei o quanto ela foi sol para mim,
o quanto foi luz em meio aos dias densos e apagados.
Ela,
tão forte quanto aquele amarelo solar
veio sorrindo tão tímida e desabrochou exuberante.
Fez jardim.
Fez florir.
JesuanaSampaio
Marçodedoismilevinte
Nossas Pulseiras
Naquele dia
queríamos o mesmo lado da cama e eu te confessei que
eu só dormia de um lado como quem parece esperar alguém chegar.
Naquele dia
eu também te confessei sentir saudades e
desejei cheirar o teu cangote.
Falávamos ainda em reciprocidade,
da sutileza das nossas pulseiras: uma pra mim e uma pra ti.
Mostrei a ti um poema desses que são as nossas falas que inspiram,
fruto dos nossos ruares.
Naquele dia decretaram a quarentena
pensei estar sozinha,
descobri tua morada em meu peito.
queríamos o mesmo lado da cama e eu te confessei que
eu só dormia de um lado como quem parece esperar alguém chegar.
Naquele dia
eu também te confessei sentir saudades e
desejei cheirar o teu cangote.
Falávamos ainda em reciprocidade,
da sutileza das nossas pulseiras: uma pra mim e uma pra ti.
Mostrei a ti um poema desses que são as nossas falas que inspiram,
fruto dos nossos ruares.
Naquele dia decretaram a quarentena
pensei estar sozinha,
descobri tua morada em meu peito.
JesuanaSampaio
Marçodedoismilevinte
Bemtevi
Hidrata o corpo, oxigena a mente.
Alimenta a alma e o espírito, deixa que o sol te ilumine.
Bombeie o coração com as nossas lembranças,
aquece as carnes com a memória dos nossos abraços.
Emana ao universo cura, cura a ti, a mim, a humanidade.
E quando a primavera chegar em pleno inverno
Emana ao universo cura, cura a ti, a mim, a humanidade.
E quando a primavera chegar em pleno inverno
eu quero adormecer em teu ombro,
desgastar todos os beijos,
acarinhar os teus cabelos e acordar todas as manhãs com teu cheiro.
Eu não te esqueço, não me esqueça.
Espero a nossa primavera, minha flor
Meu amor, estar comigo é também estar contigo.
Meu amor, estar comigo é também estar contigo.
Te espero no vôo do bem te vi.
JesuanaSampaio
Marçodedoismilevinte
quarta-feira, 23 de março de 2016
Mulher
Mulher
Sou filha de um ventre gentil
de uma pátria que não é.
Sou filha da luta
que não pode se calar,
que grita, labuta
nas ruas, guetos, favelas.
de uma pátria que não é.
Sou filha da luta
que não pode se calar,
que grita, labuta
nas ruas, guetos, favelas.
sou filha da revolta
por não me submeter,
rebeldia pura
por não obedecer
a um macho, opressor,
que quer bater, amedrontar, ameaçar
meu ser mulher.
por não me submeter,
rebeldia pura
por não obedecer
a um macho, opressor,
que quer bater, amedrontar, ameaçar
meu ser mulher.
Não sou nem nunca serei inferior
sou filha, sou mulher,
não sou, Não somos obrigadas a nada! Nada!
Esta é a única ordem.
sou filha, sou mulher,
não sou, Não somos obrigadas a nada! Nada!
Esta é a única ordem.
Ninguém nos obrigará
a ter os filhos que não queremos ter,
a casar, ser normal.
Somos anormais, únicas, diferentes.
Permanecemos em luta
contra o machismo e o patriarcado.
Podem nos chamar de feministas,
é uma honra que acalentamos em nossas almas
Que pulsa em nossos sangues
que escorrem em fluxos menstruais
que também é fluxo quando
não vencemos a luta contra o feminicídio
que assola, abate
em um solo nada gentil.
a ter os filhos que não queremos ter,
a casar, ser normal.
Somos anormais, únicas, diferentes.
Permanecemos em luta
contra o machismo e o patriarcado.
Podem nos chamar de feministas,
é uma honra que acalentamos em nossas almas
Que pulsa em nossos sangues
que escorrem em fluxos menstruais
que também é fluxo quando
não vencemos a luta contra o feminicídio
que assola, abate
em um solo nada gentil.
Não me venha com flores mortas
cheirando a segregação.
Me venha com punho cerrado
para marcharmos em luta
até que nenhuma mulher tenha
seu sangue jorrado.
cheirando a segregação.
Me venha com punho cerrado
para marcharmos em luta
até que nenhuma mulher tenha
seu sangue jorrado.
Dia da mulher é dia de luta,
todo dia é.
todo dia é.
JesuanaPrado
terça-feira, 25 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Espírito Livre
Espírito livre
Aqui estou eu.
Está é minha alma.
Vê?
Meu corpo sutil levita
em uma frequência desconhecida por mim.
Sente?
Essa sou eu.
Um ser à procura de um encontro espiritual
entre seres...
Universos...
Se me vê, se me sente,
me desvendarás.
Se não, simplesmente,
Será mais um a passar.
Só mais um,
preso aos limites.
Só mais um,
escravo das amarras.
Quem sou eu?
Não cabe na pergunta.
Cabe na liberdade de viver.
Jesuana Prado
vinteetrêsdesetembrodedoismilequatorze
Ilustração: Felipe Campos
Aqui estou eu.
Está é minha alma.
Vê?
Meu corpo sutil levita
em uma frequência desconhecida por mim.
Sente?
Essa sou eu.
Um ser à procura de um encontro espiritual
entre seres...
Universos...
Se me vê, se me sente,
me desvendarás.
Se não, simplesmente,
Será mais um a passar.
Só mais um,
preso aos limites.
Só mais um,
escravo das amarras.
Quem sou eu?
Não cabe na pergunta.
Cabe na liberdade de viver.
Jesuana Prado
vinteetrêsdesetembrodedoismilequatorze
Ilustração: Felipe Campos
segunda-feira, 21 de julho de 2014
HOJE
HOJE
Só hoje cabe na minha mão...
Só hoje existo em exatidão...
só hoje rima com hoje...
Só hoje eu sou...
Só hoje estou aqui...
Só hoje eu sou luz...
Só hoje eu amo...
Só hoje... meu dia predileto...
JesuanaPrado
Dezoitodejulhodedoismilequatorze/hoje
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Senhor vento
Senhor vento
Senhor vento,
Deus dos tempos...
Traz com suas
horas
O orvalho a
face
No zumbir gostoso
Que vai e vem
além dos dias...
Faça-se leveza
em mim...
Chegue até a
minha presença...
Como alma que
invade e recria estados de ser...
Chegue e me
embriague da luminosidade de tua essência...
chegue e me
surpreenda na hora do adeus...
até que o
calor faça sentido
e eu espere o próximo encontro...
JesuanaPrado
Trêsdeabrildedoismilequatorze
Foto: Valéria Maciel
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