quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Escritos...

  

Escritos...
   





A tinta diz       quem eu sou .

..

cada palavra gerada leva meu DNA carregado de sentidos...




de possíveis transmutações do tempo...


... espaço.



cada letra une o que de dentro transborda...




 sai de mim, em versos, prosas..


.

sai de mim e se perpetua no agora...

e fim!






JesuanaPrado

Vinteeseisdesetembrodedoismiletreze



 Foto: Jesuana Prado

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Amor Surpresa

Amor Surpresa

Hoje, sentada, sorrindo para o vento,
sorrindo ao vento,
sorrindo para você, por você.

Quem és tu que consegues me arrancar o riso solto?
Que arrancas de minha alma a alegria escondida?
Que exalas em mim perfume de poesia?

Hoje, sentada, voltando para casa,
com você nos meus olhos,
com você no brilho de minha existência.
Como não me apaixonar?

Quem és tu capaz de uma gentileza sem fim?
Que respiras tão leve, flutua no andar como em nuvens?
Que falas sorrindo calmante lindo?


Hoje, sentada, com você, me perguntava:
Como não me apaixonar?

JesuanaPrado
vinteetrêsdesetembrodedoismiletreze

domingo, 22 de setembro de 2013

... Me esquece!

... Me esquece!




Como esquecer seus olhos cor de mel
Olhos que fazem, f
orte chorar fraco sorrir.
Que me fascinam, mostrando tanta dor.
Olhos que machucam e alimentam um amor.

Como esquecer suas mãos finas e frias,
Mãos que escrevem tão bem lindas poesias.
Que tocam as minhas provocando mudança,
Nascendo em mim uma esperança.

Como esquecer seu sorriso meigo e sereno
sorriso que me faz ter mais alento.
que fazem meus sonhos aflorar
fazendo -me muitas vezes chorar.

Como esquecer por quem me apaixonei
passados 7 anos, em pobres versos te chorei.
Espero um dia ouvir uma moção
dizer que me ama e é seu meu coração.


16/12/2004


Poesia de um grande amigo para mim.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Cigana


Cigana...




Me vejo tão cigana dentro de mim, 


talvez minha alma seja andarilha nessa vida,

talvez a minha liberdade ainda seja incompreendida pelos tabus,

pelas amarras...

talvez minha cultura seja das minorias...

talvez eu seja um pouco de muit@s...
 muito de pouc@s...
 de tudo.


novedesetembrodedoismiletreze

Jesuanaprado

Foto: Jean dos Anjos

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Amanhã, talvez?





Amanhã, talvez?



Amanhã, vamos vê o mar?

talvez meu espírito necessite da agitação existencial,

talvez eu me purifique em suas lágrimas salgadas tal qual as minhas,

redentoras de minhas angústias.

Amanhã, seremos nós?

talvez nunca sejamos mais do que solidão vagando juntos,

na vastidão dos dias.

Amanhã,  algo mais?

talvez você exista só em mim,

imaginário na envergadura de sentidos,

perdido em meio a palavras pinceladas pela dor.

Amanhã, talvez?

JesuanaPrado
Quatrodesetembrodedoismiletreze

Foto: Jesuana Prado
Praia do Presídio- Ceará

Miragens...


Miragens...




Mirar o horizonte...
entender processos pessoais...
de vida,
 de luta... 

Mirar o horizonte...
seguir dando passos livremente,
mesmo quando os rótulos estão pelo caminho...

 Mirar o horizonte...
mesmo quando o amor chega sem aviso 
e sem promessas de eternidade,
de outros status que aprisionam.

Mirar o horizonte e sentir saudades...
sentir ser o que já nem se sabe,
 mas se supõe melhor,
 mais essência de mar em sua imensidão de nuances... 
mais livre... quiçá.

Mirar o horizonte... 
e não se importar com tanta coisa que sufoca sem necessidade,
que oprime porque deixamos,
 porque não nos rebelamos o suficiente para dá um basta as amarras.

Mirar o horizonte...
 e encontrar o meu reflexo...
 mirar sempre...
 e me encontrar ... quem sabe...


JesuanaPrado
Trêsdesetembrodedoismiletreze

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Precipícios em mim


Precipícios em mim...

A esperança me visita
em momentos de ausência de qualquer que seja o sentimento.

Me visita e avisa que há dias mesmo de profunda letargia.

Me sacode,
me anima,
me tira da inercia de existir.

Parto para a ação concreta de ter sentido
de viver meus sentimentos
por mais ingênuos que sejam
por mais ilusórios que pareçam...

...mas a existência se compõe mesmo desse leva e trás de sentir,

desse vazio e dessa plenitude de estar no mundo e ser o que se é.

Mas o que seria da vida
sem a esperança que aquece o coração iludido ingenuamente,
sem o lançar voo nos precipícios do existir
e sem perceber cair e sem dar conta de si... voar.

 

                             ( ©Arno Rafael Minkkinen, Dead Horse Point Utah, 1997)

vintedeagostodedoismiletreze

JesuanaPrado

Um outro

 
 Um outro

(Imagem: http://artodyssey1.blogspot.com.br/)
 
 
 
Não ter um novo amor,
Deixa-me aparentemente presa ao passado do que já não é amor?
Do que já não é relacionamento?
 
E eu digo: 
eu estou livre,
eu sou livre 
e você? 
 
Mas para quê se prender ?
 
E é prender?
 
Posso continuar livre mesmo amando?
 
Posso continuar eu mesma apesar da relação com o outro. 
 
E qual a ação do outro em mim?
 
Não sei, não tenho mais o outro em mim.
 
Tenho a ausência e a ânsia de que um novo outro me habite.
 
Tenho necessidades de amar o belo e o excêntrico no outro
e de mostrar o obscuro e claro que sou 
 
e quem sabe amar, 
 
e quem sabe “morrer de amor e continuar viva”
 
e quem sabe “ser infinito enquanto dure posto que é chama”
 
e quem sabe simplesmente ser,
ou complexamente ser,
já que ser nunca é simples
 
mas vale a pena apesar dos pesares,
 
Apesar das conjunturas,
 
dos abismos que insistem em me habitar
 
assim como as completudes que teimam em preencher,
 
apesar desse duelo contínuo que eu sou.
 
 
Dezenovodeagostodedoismiletreze
 
JesuanaPrado

domingo, 11 de agosto de 2013

Arrependimento

 Arrependimento

Peco por precipitar-me em achar
que as pessoas por serem distantes e
por vezes ausentes não irão se importar,
não farão questão de estar presente. 

Meu pai sempre teve um jeito estranho,
louco, boêmio de levar a vida, foi muito ausente.
Eu não o convidei para a minha formatura,
por conta do tempo que tava me sufocando pra resolver tantas coisas,
por eu não estar tão animada para um dos melhores e mais esperados momentos da minha vida,
por eu achar que talvez ele não quisesse participar.

Chego agora em casa,
meu pai me espera no portão,
tomo a benção, me abençoa e
logo em seguida, diz: se formou né, meus parabéns!

Me senti horrível, arrependimento me define. 
Então o que posso fazer?
Pedir desculpas, perdão,
mas minha atitude foi reflexo das ausências,
é meu pai, foi ausente, ou talvez quem sabe, foi presente da maneira dele.
Mas minha atitude poderia ter sido diferente,
não preciso pagar da mesma forma,
é bíblico: Não pagarás mal com mal, e sim com o bem.
Enfim, me desculpa.

JesuanaPrado
dezdeagostodedoismiletreze

Rioceano

 
 Rioceano
 
Ouvi uma vez uma frase que nunca esqueci: 
Que meu rio passe sereno. 

Doce ilusão.
Nenhum rio cumpre seu trajeto mansamente,
seja pelas margens que o oprime,
como alertava Brecht,
seja pela sua própria vida de agito.

Hoje desejo que meu rio se torne oceano,
mesmo que pra isso eu tenha
que passar pelo medo, insegurança,
mas que eu enfrente,
porque voltar não se pode,
não se deve,
e mesmo que se volte para algo ou alguém
ambos não serão mais os mesmos,

por isso, voltar é impossível.

sejamos oceanos mesmo ainda querendo ser rio,
e aprendamos a lidar com nossas tempestades
e nossos deleites.
JesuanaPrado
onzedeagostodedoismiletreze