terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Da saudade dos dias junt@s!


Da saudade dos dias junt@s!


Minha solidão deu lugar
Ao aconchego do estar junto
Já não tenho medo do escuro
Já não consigo estar só pelo caminho,
De mãos dadas seguimos
De mãos dadas vamos junt@s.

A rotina dos dias
Me tirou de meu casulo
E me mostrou que rir na madrugada
É tão bom.
Que dormir junto, apertado
Com ou sem sonoridades
é tão aconchegante.

Já não consigo andar só pelo caminho
Porque não quero,
porque meu passo
Se uniu ao caminhar coletivo,
Porque meus sonhos são tão nossos,
Porque meus dias nunca mais serão os mesmos,
Porque parte de mim precisa das suas companhias,
Porque meu riso é mais alegre com suas risadas.

Quero seguir com vocês trilhando um caminho no mesmo compasso.
E que o estar junt@s seja nossa mais nova lei.



 vinteeumdejaneirodedoismilequatorze

Jesuana Prado





sete traços...


sete traços...


O que vi
Na memória
Guardo o registro a sete chaves.

O que vivi
Trago na alma
tatuada
A sete traços.

O que ri
No canto da boca
Eternizo
A sete estragos.


O que morri
Transmuto em vida
A sete palmos.



O que senti
No peito aconchego
A sete compassos.


vinteeumdejaneirodedoismilequatorze


Jesuana Prado

Da saudade que eu tenho do sol vermelho do Alto da Sé

Da saudade que eu tenho do sol vermelho do  Alto da Sé


O sol vermelho recebe
quem madrugada a dentro tanto caminhou,
recebe o cansaço jovem
incessante diante da luta.

o alto da sé acolhe em seu solo sagrado
@s filh@s de seu filho maior,
grande mestre,Que proclama:
“sem arriscar não vivemos a esperança”.

O sol vermelho aquece
Quem tanto gritou nas estradas de Recife à Olinda:
Terra fértil, canto forte.

Aquece com ardor missionário
A juventude vinda de todos os recantos do nosso Brasil,
Que não desiste da luta
Pois traz consigo muita ternura e resistência.

O sol vermelho nos acompanha no imaginário
dos dias vividos ardentemente na terra da nossa mãe,
e a saudade do alto da sé
enche de poesia o cotidiano
alimentando assim a esperança
de novos passos conduzirem ao reencontro.



Jesuana Prado
vinteeumdejaneirodedoismilequatorze